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Qual Foi o Primeiro Concurso do Brasil? A Curiosa História da Meritocracia Nacional, do Império à Constituição

Anderson Silva agosto 17, 2026

Se hoje você passa noites em claro diante de pilhas de PDFs, calculando cada ponto em provas do Cebraspe ou decifrando enunciados quilométricos da FGV, saiba que essa maratona intelectual tem raízes muito mais profundas — e pitorescas — do que imagina. Houve uma época em que conseguir um cargo público no Brasil não exigia gabaritar Direito Constitucional nem preencher cartão-resposta com caneta preta: bastava ter um bom padrinho na corte, casar com a filha certa de um desembargador ou, com a devida bênção da Coroa portuguesa, comprar um cartório à vista como quem adquire uma fazenda de café.

A transição desse sistema de favores senhoriais para a meritocracia moderna é uma das histórias mais fascinantes e acidentadas da formação do Estado brasileiro. Mas afinal de contas: qual foi, de fato, o primeiro concurso público da história do Brasil? A resposta depende de olharmos para o pioneiro decreto imperial do século XIX ou para o primeiro certame nacional de massas na década de 1930. Prepare o seu café, puxe uma cadeira e acompanhe este resgate histórico pelos bastidores das seleções públicas em nosso país.

Gravura histórica de Jean-Baptiste Debret retratando um funcionário público do século XIX a passeio com sua família no Rio de Janeiro
Litografia histórica de Jean-Baptiste Debret (1839): o prestígio e o patriarcalismo do funcionário público no Brasil imperial.

1. O Brasil Antes da Folha de Respostas: O Reino do “QI” e dos Ofícios Venais

Para entender o nascimento do concurso público, é obrigatório compreender o cenário que existia antes dele. Durante todo o período colonial (1500–1822), o conceito de “administração pública impessoal” simplesmente não existia no vocabulário luso-brasileiro. A máquina administrativa de Portugal operava sob a lógica do patrimonialismo — conceito amplamente dissecado pelo sociólogo Max Weber e magistralmente adaptado à realidade nacional por Sérgio Buarque de Holanda em seu clássico Raízes do Brasil.

No modelo patrimonialista, o Estado e os bens públicos são tratados como extensões do patrimônio pessoal do soberano. Quem ocupava os cargos de escrivão, coletor de impostos, meirinho ou tabelião não precisava demonstrar competência técnica; precisava de uma carta régia de mercê. O rei de Portugal distribuía ofícios públicos como presentes em troca de serviços militares, lealdade política ou dotes de casamento.

Pior ainda: institucionalizou-se o sistema dos ofícios venais. A Coroa portuguesa, frequentemente endividada pelas guerras europeias, colocava cargos públicos à venda em leilões. Quem comprasse o ofício de tabelião tornava-se proprietário daquela função e podia repassá-la por herança para seus filhos e netos, ou até mesmo sublocar o trabalho diário para terceiros enquanto embolsava os emolumentos cartoriais. A competência não importava; o que contava era o patrimônio acumulado e o sangue nobre.

Pintura histórica monumental de Jean-Baptiste Debret com nobres, bispos e conselheiros reunidos na Corte do Rio de Janeiro
Com a chegada da corte portuguesa de Dom João VI em 1808, a proximidade com a nobreza era o passaporte exclusivo para os cargos do Estado.

2. 1808: A Chegada da Corte e o Rio de Janeiro como a Maior Repartição do Mundo

Em 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte, o príncipe regente Dom João VI desembarcou no Rio de Janeiro acompanhado por cerca de 15 mil nobres, fidalgos, juízes, conselheiros e funcionários da burocracia real. A outrora pacata capital colonial transformou-se da noite para o dia na sede de todo o Império Português.

Para acomodar essa multidão aristocrática que dependia financeiramente do Estado, Dom João criou uma infinidade de novos órgãos: o Real Erário (futuro Ministério da Fazenda), a Intendência Geral de Polícia, a Real Fábrica de Pólvora, a Imprensa Régia e o primeiro Banco do Brasil. No entanto, o método de contratação continuou rigorosamente o mesmo: o apadrinhamento.

Era a época áurea do “pistolão” e dos “empenhos”. Para conseguir uma cadeira como escriturário no Erário ou na Alfândega, o candidato passava semanas rondando os corredores do Paço Imperial na Praça XV, cortejando marqueses e entregando cartas de recomendação de fazendeiros influentes. Se você não tivesse um patrono que intercedesse por você junto ao ministro do Império, suas chances de ingressar na burocracia eram nulas.

Quem desejava entender os meandros de funções de Estado na época imperial já percebia o abismo entre o mérito e a conveniência política. Esse contraste histórico ajuda a valorizar o rigor contemporâneo exigido em certames modernos, como o exame para a diplomacia nacional detalhado em nosso guia sobre a carreira do CACD e admissão de diplomatas.

Retrato a óleo de Dom Pedro II em trajes imperiais, monarca que assinou o primeiro decreto de concurso com prova escrita em 1855
Dom Pedro II em 1862: em 28 de abril de 1855, o monarca assinou o Decreto Imperial nº 1.387 instituindo o primeiro concurso formal do país.

3. 28 de Abril de 1855: O Primeiro Concurso Público Formal do Brasil

Eis que chegamos ao grande marco histórico documental. Em pleno Segundo Reinado, sob a liderança do imperador Dom Pedro II — conhecido por seu apreço pelas ciências, astronomia e educação —, o Brasil registrou o que os historiadores e juristas consideram o primeiro concurso público com prova escrita obrigatória por força de lei.

O certame foi instituído pelo Decreto Imperial nº 1.387, de 28 de abril de 1855, tendo como finalidade preencher a vaga de Praticante de Farmácia da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (instituição que mais tarde integraria a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ).

Como Funcionava o “Edital” de 1855?

Diferente dos calhamaços de 150 páginas que tiram o sono dos candidatos atuais, o edital do primeiro concurso do país era um documento manuscrito de apenas duas páginas, publicado na imprensa oficial da época e afixado nas portas da Faculdade de Medicina. Mas não se engane: a simplicidade do formato não significava moleza na avaliação.

Os candidatos precisavam demonstrar proficiência em disciplinas científicas avançadas e domínio de línguas clássicas. A seleção foi estruturada em três eixos centrais:

  • Prova Escrita e Discursiva: Redação manuscrita com pena e tinta, abordando princípios de Botânica Médica, Nomenclatura Farmacêutica e Reações Químicas de manipulação;
  • Exame de Latim: Tradução e decodificação de receitas e tratados médicos clássicos da Europa, já que toda a farmacopeia oficial era redigida na língua de Virgílio;
  • Prova Prática de Laboratório: Preparação real de medicamentos, manipulação de unguentos, destilação e dosagem de reagentes sob os olhares atentos de uma banca examinadora composta pelos lentes (professores catedráticos) mais temidos do Império.

Foi a primeira vez na história da América Portuguesa que um decreto do monarca estabeleceu que a vaga pertenceria não ao afilhado do visconde mais bajulado, mas a quem demonstrasse a melhor nota na prova escrita. Era o embrião da meritocracia brasileira que começava a germinar.

Grupo de pessoas em trajes clássicos do início do século XX conversando em sala de reuniões e repartição pública
Durante a Primeira República, o apadrinhamento político e as cartas de recomendação dos coronéis decidiam quem entrava nas repartições.

4. A Primeira República (1889–1930): O Império do “Pistolão” e o Coronelismo

Com a Proclamação da República em 1889, era de se esperar que o ideal republicano de igualdade de acesso aos cargos de Estado se consolidasse de imediato. A realidade, porém, foi bem diferente. A chamada Primeira República (ou República Velha) ficou marcada pela “política dos governadores” e pelo coronelismo agrário.

Nesse período, o acesso aos empregos públicos federais, estaduais e municipais tornou-se a moeda de troca mais valiosa dos chefes políticos locais. Os cargos nas estações de trem, agências dos correios, mesas de renda e delegacias eram distribuídos para correligionários que garantiam o “voto de cabresto” nas eleições fraudulentas. O jargão popular “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei” definia com perfeição a ocupação dos gabinetes.

Ainda assim, algumas ilhas de excelência técnica começaram a exigir exames internos para funções essenciais: a Inspetoria Geral de Iluminação Pública, a Alfândega do Rio de Janeiro e a Casa da Moeda realizavam testes de caligrafia, aritmética comercial e legislação aduaneira para evitar fraudes contábeis grosseiras. Mas tudo isso dependia da boa vontade do ministro de plantão; não havia obrigação constitucional.

A Constituição de 1934: A Palavra “Concurso” Entra na Lei Maior

O grande ponto de inflexão jurídica ocorreu na esteira da Revolução de 1930. Em 1934, promulgou-se a terceira Constituição da República, que trouxe uma inovação monumental em seu Artigo 170:

“A primeira investidura nos cargos públicos de carreira far-se-á mediante concurso de provas ou de títulos.”

Pela primeira vez na história constitucional do Brasil, a palavra concurso foi gravada na Carta Magna como princípio de acesso às carreiras de Estado. O texto teve vida curta — foi revogado pelo golpe do Estado Novo em 1937 —, mas a semente institucional estava definitivamente plantada.

Centenas de pessoas sentadas em fileiras de mesas estudando e preenchendo provas em um grande auditório
Em 1937, o concurso do IAPI reuniu 5 mil candidatos em salas por todo o país, marcando a estreia histórica das seleções de massa.

5. 1937: O Concurso Histórico do IAPI e o Nascimento da Seleção de Massas

Se o concurso de 1855 foi o pioneiro no papel do Império, o certame realizado em 1937 pelo Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) é reconhecido pela historiografia como o verdadeiro “pai” dos concursos públicos modernos no Brasil.

Com a rápida industrialização do país promovida pelo governo de Getúlio Vargas, os novos institutos previdenciários atendiam mais de 1 milhão de trabalhadores urbanos e arrecadavam cifras gigantescas. A diretoria do IAPI, liderada pelo visionário engenheiro e administrador João Carlos Vital, percebeu que entregar a gestão das pensões e hospitais a apadrinhados políticos sem qualificação levaria o instituto à falência em poucos meses.

A Convocação dos 5 Mil Candidatos

Em 1937, o IAPI publicou um edital de abrangência nacional que chocou as oligarquias políticas tradicionais. Pela primeira vez, qualquer brasileiro que cumprisse os pré-requisitos de escolaridade podia se inscrever em agências bancárias para disputar vagas de escriturário e assistente administrativo com estabilidade e bons salários.

O certame recebeu aproximadamente 5.000 inscrições de vários estados — um número estarrecedor para a época, quando o transporte entre capitais dependia de trens a vapor e navios de cabotagem. As provas foram aplicadas simultaneamente em auditórios de grandes capitais, como o Rio de Janeiro e São Paulo.

A estrutura de avaliação do IAPI em 1937 foi surpreendentemente moderna:

  1. Baterias Psicotécnicas e Testes de Aptidão: Inspirados na psicologia industrial norte-americana e francesa, avaliando atenção concentrada, velocidade de raciocínio e memória;
  2. Língua Portuguesa e Redação Oficial: Interpretação de texto, ortografia e redação de ofícios administrativos impecáveis;
  3. Matemática e Cálculo Financeiro: Operações de juros, proporcionalidade e contabilidade elementar;
  4. Legislação do Trabalho e Previdência Social: Conhecimento das recém-criadas leis de proteção ao trabalhador fabril.

O sucesso do concurso do IAPI foi tão estrondoso que desmistificou o boato de que seleções impessoais eram impraticáveis no Brasil. Pelo contrário: os funcionários aprovados demonstraram níveis de produtividade e integridade muito superiores aos dos velhos apadrinhados, servindo de modelo para toda a administração federal.

Para quem pesquisa as dinâmicas de processos seletivos modernos e deseja conhecer o nível de dificuldade dos grandes certames atuais, vale conferir nossa análise sobre os 10 concursos mais difíceis do Brasil e as provas de elite.

Retrato oficial de Getúlio Vargas em 1930, presidente que estruturou o DASP e o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis
Getúlio Vargas em 1930: seu governo criou o DASP em 1938 e consolidou as carreiras públicas e a estabilidade funcional por mérito.

6. A Revolução do DASP (1938): Getúlio Vargas e a Engenharia do Mérito

Diante dos excelentes resultados obtidos pelo IAPI, o presidente Getúlio Vargas decidiu transformar a meritocracia em política de Estado. Em 30 de julho de 1938, foi editado o Decreto-Lei nº 579/1938, que criou o célebre Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP).

O DASP tornou-se o coração da modernização burocrática brasileira. Sob a presidência de Luiz Simões Lopes, o órgão centralizou todo o recrutamento de pessoal civil da União, elaborou planos de carreira padronizados, definiu tabelas salariais unificadas e instituiu a seleção por concurso público como regra científica de gestão.

Em 1939, foi publicado o Decreto-Lei nº 1.713/1939 — o primeiro Estatuto dos Funcionários Públicos Civis da União —, consolidando direitos fundamentais como a estabilidade funcional, licenças remuneradas, previdência própria e progressão na carreira por mérito e antiguidade.

Fotografia histórica da promulgação da Constituição de 1988 por Ulysses Guimarães cercado por parlamentares e cidadãos
Promulgação da Carta Cidadã em 5 de outubro de 1988: o Artigo 37, II consagrou o concurso como regra universal obrigatória.

7. Do “Trem da Alegria” à Constituição de 1988: A Vitória Definitiva do Cidadão

Embora o DASP tenha criado uma burocracia técnica exemplar nos ministérios federais, as décadas seguintes testemunharam uma batalha constante entre o avanço meritocrático e o apetite clientelista dos governantes.

Entre 1946 e 1985, diversas brechas legislativas permitiam contratações por regimes especiais, contratação de pessoal celetista em autarquias e estatais sem concurso e os infames “trens da alegria” — emendas orçamentárias de fim de ano que efetivavam automaticamente milhares de funcionários temporários ou comissionados que jamais haviam aberto um caderno de provas.

Essa distorção gerava profunda indignação na sociedade e desestruturava as contas públicas. Quando a Assembleia Nacional Constituinte se reuniu em 1987 em Brasília, a exigência popular por moralidade e impessoalidade era inegociável.

O Artigo 37, Inciso II da Constituição Cidadã

Promulgada em 5 de outubro de 1988, a Constituição Federal de 1988 colocou um ponto final definitivo na farra das indicações políticas para cargos efetivos. Em seu histórico Artigo 37, inciso II, a Carta Magna determinou:

“A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.”

Mais do que isso: o parágrafo 2º do mesmo artigo estabeleceu que qualquer contratação sem concurso público é nula de pleno direito, sujeitando a autoridade responsável à punição por ato de improbidade administrativa. O concurso público deixava de ser uma opção discricionária do governante para se tornar um direito republicano inalienável de qualquer cidadão brasileiro.

Com essa blindagem constitucional, o Brasil consolidou um dos maiores e mais transparentes mercados de concursos públicos do planeta, com centenas de editais anuais em todos os níveis da federação. Para acompanhar esse ecossistema aquecido em tempo real, recomendamos consultar o nosso panorama com todos os concursos abertos no Brasil e editais confirmados.

Jovens candidatos concentrados escrevendo com caneta em sala de provas oficial de concurso público
Hoje, a folha de respostas garante que qualquer cidadão dispute oportunidades no Estado em absoluta igualdade de condições.

8. 5 Curiosidades Históricas que Todo Concurseiro Vai Adorar Conhecer

1. Como eram os “Recursos” no Tempo do Império?

Hoje você entra com recurso online no sistema da banca em 48 horas apontando divergência na jurisprudência do STJ. No século XIX, se um candidato discordasse da pontuação dada pelo lente da Faculdade de Medicina, precisava escrever uma petição em pergaminho selado, pagar taxas de cartório e encaminhar a carta diretamente ao Ministro dos Negócios do Império ou, em último caso, ao próprio Imperador Dom Pedro II. O prazo de resposta? Meses — ou anos.

2. A Época em que Prova Escrita Era Feita com Pena de Ganso

Antes da popularização da caneta esferográfica no pós-guerra, os candidatos faziam as provas discursivas molhando pontas de pena de metal ou de ganso em tinteiros individuais de cerâmica. Qualquer descuido significava um borrão de tinta preta que podia inutilizar toda a folha de exame, já que não existia corretivo líquido nem folha extra.

3. A Origem do Termo “Barnabé”

Nas décadas de 1940 e 1950, o funcionário público de baixo escalão no Brasil era carinhosamente (ou satiricamente) chamado de “Barnabé”. O termo se popularizou com as tirinhas de jornal e programas humorísticos de rádio, retratando o servidor honesto, burocrata e pacato que chegava pontualmente às 8h com sua marmita e terno de linho amassado.

4. A Primeira Mulher Aprovada em Concurso no Brasil

Durante muito tempo, o funcionalismo público de elite foi um espaço estritamente masculino. O ingresso formal de mulheres em certames federais de relevância ganhou força a partir das reformas do DASP nos anos 1930, quando pioneiras ingressaram nas carreiras administrativas e técnicas de ministérios federais, quebrando preconceitos seculares.

5. Da Apostila Mimeografada à Inteligência Artificial

Quem estudava para concursos nos anos 1970 e 1980 dependia de apostilas mimeografadas com cheiro forte de álcool, vendidas em bancas de jornal em frente ao Ministério da Fazenda. Hoje, concurseiros de alta performance utilizam plataformas em nuvem e assistentes com IA para sintetizar legislações e organizar cadernos de revisão, conforme mostramos em nosso tutorial sobre como estudar para concursos usando o NotebookLM.

9. Conclusão: O Concurso como o Maior Instrumento Republicano de Justiça Social

Ao percorrer essa linha do tempo de quase cinco séculos, fica claro que o concurso público é muito mais do que um meio de conseguir estabilidade e bom salário. Ele representa a maior conquista civilizatória do cidadão comum brasileiro contra o privilégio hereditário, o nepotismo e a troca espúria de favores políticos.

Quando você entra na sala de aula no domingo de manhã, munido apenas de caneta preta e de seu conhecimento acumulado em meses de dedicação silenciosa, você é absolutamente igual a qualquer outro candidato ali presente — independentemente de classe social, sobrenome de família, conexões políticas ou origem geográfica. A folha de respostas não conhece favoritismos.

Portanto, na próxima vez em que o cansaço dos estudos bater à sua porta, lembre-se: você está participando de uma tradição histórica de superação que começou timidamente em um laboratório de farmácia em 1855, ganhou força nas salas do IAPI em 1937 e se transformou no escudo republicano mais poderoso da democracia brasileira.


Fontes Consultadas